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See, that’s what the app is perfect for.

Sounds perfect Wahhhh, I don’t wanna
aluardes
Sobre ela? Ah, ela é meu sonho bom, meu caminho para a felicidade, o aconchego em um abraço, a paz de uma companhia, a segurança de um segurar as mãos, o bom dia que anima meu dia e o boa noite que embala meus mais lindos sonhos. Ela é o doce do meu amor, a inspiração para tudo que faço, a confiança que me faz acreditar em dias melhores. Ela é tudo, cara. É o meu tudo.
aventurador.  (via aluardes)
aluardes Source: aventurador
p-palavrizou

alagados-na-poesia:

Fazia dias que não usava os dedos pra derramar meu próprio gozo. Mas aquela saia rodada quadriculada, a blusa apertando os seios e a meia até o joelho que eu usava me fazia olhar pro espelho desejando uma massagem profunda. Fui até o computador, coloquei August Alsina pra tocar e voltei caminhando sensualmente com uma cadeira nas mãos pra frente do espelho. Pus no lugar; meu corpo empinou inteiro automaticamente. Por um momento imaginei que se alguém estivesse atrás de mim, veria a saia subir até o ponto em que a calcinha se perdia no meio das minhas pernas, molhada , claro. Sentei.  Meu cabelo estava armado, mas se bagunçava ao passo em que me alisava sozinha, me olhando nos olhos. A mão deslizava na nuca como se fosse gelo escorrendo na pele e eu reagia deitando aos poucos na cadeira. Isso despertou minha respiração. Eu me ofegava. Estava tentando controlar minha pressa de enfiar a mão dentro da calcinha e penetrar. Tirei a blusa devagar, o sutiã estava tão favorável que só de juntar os dois peitos com as mãos, o feixe na frente se abria. Eu me via arrepiada, o bico do peito pedia dois dedos pra apertar, e eu o fiz. Molhei na saliva e passei. O coração pulsou rapidamente. Apertei forte fazendo com que eles se perdessem em minhas mãos. Rebolei na cadeira bem devagar e com movimentos precisos  pra sentir a calcinha dividir minha bunda ainda mais. Minha língua passava pelos lábios com tanto gosto que eles se soltavam dos dentes facilmente quando os mordia. A respiração mudou, minha barriga ondulava por isso. Minhas pernas se alisavam uma na outra e eu saí do controle. Puxei os botões da saia com força, não aguentava. Tentei abri-los mas a pressa de enfiar os dedos me desesperava e eu não consegui, então levantei a saia e desci a calcinha passando pelas minhas longas meias. Abri totalmente. Eu via o meu clitóris pelo espelho e o apertava. Era o suficiente pra fechar os olhos e abrir a boca lambuzando novamente os lábios. Eu gemia. Estava tudo tão molhado que dois dedos deslizavam automaticamente pela minha abertura. Eu meti. Meti com força enquanto me mordia olhando pelo espelho. Não era tudo, eu precisava de mais. Acelerei os movimentos mas percebi que 3 dedos melhoravam a situação. Gostava da dor. Pus uma das pernas sobre o espelho e continuei. Enfiei com força e por várias vezes senti meu útero na ponta dos dedos. Meu dedo visgava. Tirei-os pra sentir meu próprio gosto. Chupei dançando a língua, como quem chupa um pirulito pra acabar logo.  Era ainda mais excitante.  Voltei a meter apelando por 4 dedos. Meu corpo pedia, era mais dolorido, mas ainda mais prazeroso. Eu metia sozinha, apertava todo meu corpo com força e sendo o mais rápido possível com o movimento pro gemido sair tremendo enquanto sentia o gozo chegando. E chegou. Olhei pra ele escorrendo, abri a boca de excitação e apoiei a cabeça na cadeira pra sentir toda a sensação. Respirei fundo. A música acabou no momento certo.

(Contos eróticos, por Sued Nunes)

p-palavrizou Source: alagados-na-poesia
lari-true

Aquário

lari-true:

Não é por mal que ela desaparece.
Se parece que ela não se importa: isso não é, necessariamente, verdade. Em alguns casos, é. Mas normalmente o que acontece é que ela, cheia de dúvidas e anseios e mergulhada até o pescoço em tudo o que não consegue resolver, prefere erguer as sobrancelhas e mudar de assunto. Às vezes dói. Pra ela, na verdade, dói sempre.
Ela não consegue ver o todo. Se apega aos detalhes. Checa. Verifica. Cutuca e analisa até ficar irritada com a sua própria mania de não ficar na superfície. Às vezes gostaria de não afundar, mas não consegue. O abismo, o buraco, o mar, a correnteza – todas essas coisas lhe são caras e atraentes e ela prefere morrer nos braços das sereias do que só molhar o pé na areia.
Se preocupa tanto que não sabe se as bolsas sob os olhos são por conta das dificuldades pelas quais passa aquele amigo de longa data, ou por medo de acordar e descobrir que o mundo acabou em napalm, ou por medo do que mora dentro dela e que ela nunca quer ver sair de novo. Tem receio de se perder (e não percebe que é perdida por natureza – torta das ideias, coitada).
Coleciona besteiras. Papéis antigos, embalagens coloridas, bitucas de cigarro. Apega-se aos que passaram pela sua vida com um amor tão avassalador que nunca pede para que eles voltem. Acredita que são lindos mesmo quando estão do outro lado do mundo, e quer que permaneçam lá se estão bem. Ela os quer bem, no final das contas – até tenta guardar rancor, mas tudo passa. Tudo é inconstância, delírio, adeus. Segura o que precisa segurar. O resto, joga ao vento.
Tem mania de dizer o contrário, e pode trocar de lado no meio da conversa porque ou quer te provocar ou porque, realmente, sabe que eu nunca pensei nisso? É orgulhosa até o momento em que não precisa ser mais. Reconhece. Aceita. Às vezes se morde um pouco, quebra um vaso na parede, arrebenta um souvenir, mas: reconhece. Aceita. Se recusa quando precisa e não foge. Foge. Foge demais porque quer ser passarinha (e às vezes ela pensa que já passou da idade de querer qualquer coisa assim). Muda. É uma pessoa nova quando acorda, outra diferente quando vai dormir.
Beija as mãos que lhe estendem porque acha que amor tem que ser dado assim: na palma aberta, para cima, em oferenda. Em doses que escorrem pelos dedos. Não quer nada que caiba dentro de um punho fechado.
Ela não sabe onde cabe. Às vezes, não cabe.

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adesejar
— Oi.
— Oi.
— Gostei do teu cabelo.
— Amei tua barba.
— Teu sorriso não é dos piores.
— Nem o teu.
— Tua voz é… Mansinha.
— Teu olho é claro?
— Mais que o teu, disso tenho certeza.
— Mas os meus são pretos.
— E os meus azuis.
— Teus braços passam segurança.
— E teus seios conforto.
— Gay.
— Gorda.
— Pegou pesado…
— Eu sempre pego.
— Percebi.
— Já te amei.
— Também já gostei um pouco de ti.
— Ainda te amo.
— Tu é agradável.
— To dizendo que te amo.
— E eu que amo chocolate.
— Eu repeti que te amo.
— E eu vou repetir que amo chocolate.
— Chocolate engorda.
— E o teu amor machuca.
Tati Bernardi.    (via adesejar)
adesejar